30/01/2013

Saudades da infância...

Ha lembrança da infância, pois mesmo que o tempo passe, ela nunca apaga...
É tanta saudade que nunca acaba.
Carlos Augusto
 Eu já escrevi tantos textos com o tema "Saudades da Infância", que eu deveria colocar um marcador novo apenas para postar textos do gênero.
Mas é como dizem: Quanto mais você cresce e amadurece, mais saudades terá de sua infância.
Ok, acabei de inventar isso, mas a meu ver, é a mais pura verdade.
Em textos futuros eu poderei escrever sobre como crescer é bom e revigorante, mas não achem que eu sou bipolar.
São apenas fases da vida. Em momentos sinto que foi bom ter crescido, enquanto em outros prefiro a infância.
Já explicarei tudo com esse texto.

Sinto uma saudade terrível de meus tempos de infância, onde eu me preocupava apenas em fazer amigos, estudar (sem preocupação com vestibular e ENEM), brincar, entre algumas outras coisas.
Lembro-me que demorei um pouco mais do que as outras crianças para aprender a ler.
Para mim, aquilo era uma tortura!
Eu via a estante de meu pai repleta de livros mas era tão frustante não conseguir ler aquilo que estava escrito.
Tanto é que após aprender a ler, não parei mais.
Talvez para recuperar aquele tempo perdido, ou por descobrir que os livros me fascinavam mais ainda, não só por suas capas lindas e desenhos arrojados, mas também pelo conteúdo que mexia com minha imaginação.
Meu pai comprava para mim vários livros de contos de fadas!
O primeiro gibi da turma da Mônica que ganhei foi de um primo meu, e, era do Chico Bento.
O único do Chico que tenho até hoje, afinal, com o tempo, a magricela que come de tudo, mais conhecida como Magali, acabou me conquistando, e a maior parte de gibis que tenho são destinados à ela.
Lembro-me da ótima sensação de comer uma maçã-do-amor.
Há quanto tempo não como uma dessas?
Preciso de mais delas para adocicar meu coração.
Lembro de uma vez que cortei um vestido meu para colocá-lo em uma boneca.
Um ato de egoísmo de minha parte, pois todo branco com desenhos em preto, aquele vestido era lindo.
Nunca mais foi encontrado um igual!
Guardo muitas lembranças doces de minha infância, embora imagens de sofrimento sempre me venham à cabeça quando lembro daquele período... mas prefiro não entrar em muitos detalhes.
Eu gostava de usar batom caramelo (que hoje raramente usaria), não gostava muito de minha aparência física, e tinha problemas com auto-estima.
Era extremamente tímida, algo que estou lutando para mudar atualmente.
Sinto falta da tranquilidade, e mais ainda da ingenuidade que só temos uma vez na vida durante a infância.
Ah, bons tempos...
Mas como sempre, existe o outro lado da moeda!
Não que a vida seja um jogo de cara ou coroa, mas é sempre bom avaliar os dois aspectos de tudo.
Foi ruim deixar a infância, disso não tenho dúvidas, mas para todos males existem benefícios.
Quando se está crescendo, temos a sensação de que finalmente poderemos ser aquilo que sempre desejamos.
Independentes! Livres!
Finalmente não estaremos mais presos nas garras de nossos pais, e poderemos tomar nossas próprias decisões.
A adolescência é o tempo para ter toda aquela liberdade que nos faltava na infância, e, embora as responsabilidades aumentem, estamos começando a caminhar com nossos próprios pés, e não apenas caminhando na sombra de quem nos quer bem.
Mudar para amadurecer, crescer para nada mais volte a ser como era antes.
A vida muda, dá várias voltas, e mesmo com tantos tropeços e acertos diários, o que de melhor nos sobre são as lembranças de um passado que já foi mais doce do que maçã-do-amor.
Lembranças de um tempo onde tudo segundo nossa visão era meigo.
Lembranças de um tempo que talvez não tenha sido tão bom, mas que é a garantia de que o futuro será melhor.
Lembranças que mostram como a vida evoluiu.
São essas lembranças que guardaremos até ficarmos mais velhos, pois quando se atinge a terceira idade, lembranças são as melhores coisas que nos restam...

P. S.: A repetição da palavra "lembranças" foi proposital.

Um beijo à todos, 

J. R. 

29/01/2013

Ser diferente!

Ultimamente, tenho visto muito isso nas redes sociais e em pessoas que conheço.
Tantas pessoas que dizem "Eu sou diferente de todo mundo, blablabla".
Minha sincera opinião??
Só de uma pessoa dizer que é diferente, isso já a torna igual a todos os outros.
Todas as pessoas normais se acham diferentes, mas o fato é que todos tem algo de semelhante com qualquer pessoa no mundo, seja no estilo pessoal, musical, a forma de falar, o corte de cabelo, opções pessoais, sei lá.
Quando uma pessoa é diferente dos demais, ela não precisa sair anunciando isso aos quatro ventos, pois pessoas diferentes nota-se à primeira vista.
É aquela pessoa que em meio à tantas pessoas que se vestem de forma igual não tem medo de ousar no que veste.
Uma pessoa diferente apresenta um modo que não seja igual ao de todo mundo falar.
A moda é falar palavrão e gírias, mas essa pessoa pode aderir um vocabulário mais culto (desde que sinta bem usando-o).
Ou se for modinha dar uma de intelectual perante os outros, essa pessoa mostrará sua verdadeira inteligência, sem a necessidade de copiar gestos e atitudes alheias.
Ser diferente é uma questão de personalidade, de escolhas.
E muitas vezes não é uma questão apenas de estilo pessoal, como moda ou corte de cabelo.
Conheço muitas garotas com cabelos em cores diferentes (como o ruivão da foto, é comum, mas na minha cidade nem tanto) mas dentro de si é apenas mais uma menina que partilha das mesmas atitudes de outras garotas. Tem os mesmos medos, mesmas ilusões, e basicamente os mesmos objetivos.
Eu não vou dizer que sou diferente, pois seria uma grande hipocrisia, haha!
Como a garota da foto (que inclusive tem o mesmo nome que eu), eu gosto de All Star e Rock.
All Star pois é simples e confortável, e prático de se usar.
Rock pois as letras muitas vezes traduzem algo que penso ou sinto.
Mas o que estou mesmo querendo passar para vocês não é a mensagem de que vocês são todos iguais, mas sim de que não é preciso gritar para o mundo algo que deve existir dentro de você.
Lembre-se: Ser diferente, antes de mais nada, é fazer a diferença com as pessoas com quem convive.

Encerro por aqui! 
Ficou confuso ou sem sentido? 
Caso sim, bem, isso é extremamente normal vindo de mim, haha. 

Ah, e um último aviso: Como as aulas já estão para retornar, e esse ano prometi a mim mesma que faria tudo o que não fiz ano passado como cursos de linguagens, aulas extracurriculares, arrumar um emprego (essa parte é triste, eu sei), e me dedicar mais ainda aos estudos, as postagens aqui ficarão reduzidas.

Espero que entendam, e um enorme beijo à todos que leram até o final!

28/01/2013

Selo #12 - Memes com perguntas!



Ganhei da fofa da StarGirlie, do blog lindo que ela tem com a Babi. Muito obrigada mesmo querida,

Meme 11 coisas sobre mim 


Regras:
-Escrever 11 coisas aleatórias sobre você;
-Falar de quem recebeu; 
-Responder as 11 perguntas que a pessoa lhe mandou;
-Criar 11 perguntas pra repassar;
-Escolher 11 blogs e colocar os respectivos links;
-Avisar os blogs da tag;
-Não enviar a tag para a pessoa que te mandou;
-Postar estas regras.

11 coisas sobre mim: 
- Muitas vezes sou uma chata mandona; 
- Adoro escrever sobre coisas bobas que vejo no meu cotidiano e sentimentos, mas a maioria desses textos não posto aqui;  
- Me apego fácil às pessoas; 
- Tenho um medo terrível de me tornar exatamente o tipo de pessoa que odeio; 
- Eu gostaria de ter feito balé durante minha infância; 
- Eu adoro competir com outras pessoas, é uma forma de superar meus próprios limites; 
- Quando jogo vídeo-game grito tanto, como se minha gritaria pudesse de alguma forma me ajudar no jogo; 
- Quando estou triste, escuto rock para animar ou me torturo com músicas lentas; 
- A maioria das coisas que escrevo têm como base sonhos antigos; 
- Eu já cantei dentro da sala de aula (durante o intervalo, claro); 
- Sou muito possessiva com tudo que amo. 

Respostas para as perguntas da Star: 

1-Você já teve um amor à primeira vista?
Só me apaixono à primeira vista, rs. Eu geralmente gosto de alguém à primeira vista, mas o que determinará se é amor ou não só a convivência com a pessoa. 

2-Você tem uma melhor amiga ou um melhor amigo? Se sim, fale um pouco sobre eles.
Difícil essa, rs. Eu tenho vários amigos, na verdade, colegas, mas melhores amigos é algo muito complexo. Tenho um amigo o qual me conta tudo sobre ele, segredos que ele não se atreveria a contar à outras pessoas, e me sinto à vontade para falar com ele sobre tudo o que acontece comigo. Então, acho que esse é meu melhor amigo. Ele é legal, inteligente, e gosta de debater ideias. 

3- Qual é a sua música favorita?
Tenho tantas que não poderia escolher apenas uma. Eu gosto muito de Guns n' Roses, então a maioria das músicas dessa banda entraria nessa categoria. 


4. Já chorou alguma vez em público? 

Sim, e não me orgulho disso. Mas vou contar aqui um pouquinho. Era uma segunda-feira, na aula de História. A professora estava entregando as médias dos alunos, como provas e trabalhos. Peguei meu trabalho, fiquei apreensiva, pois a nota não era tão boa. Quanto chega a prova... a nota era horrível... Foi a primeira vez que fiquei com nota vermelha na vida. Minha média foi de 5,5 (a média da escola é 6). Ok, meio ponto, mas a desesperada aqui começou a chorar. Alguns amigos meus me consolaram. Aposto que eles acharam que eu estava fazendo um drama a toa (e realmente era), mas pelo menos pude contar com o ombro amigo de algumas pessoas. Ainda fico triste por isso, mas ok, bola para frente, rs. 

5- Assiste Salve Jorge? Se sim, o que faria para convencer a burra da Morena de que a Lívia não é confiável?
Eu não assisto nenhuma novela, mas Salve Jorge é a única que eu sei por cima o que acontece, afinal, minha mãe é fã dessa novela. Eu mandaria uma carta anônima para a Morena, revelando toda a verdade para ela... mas daria um jeito daquele cara que namora a mãe dela não pegar a carta. 

6- Já teve vontade de bater em alguém? Já 
bateu em alguém?
Jogar um livro na cabeça de alguém conta como bater??? Arranhar conta como bater?? Caso sim, então já bati. Não sou de sair no tapa com as pessoas, mas vontade de "descer a mão" em alguém não me falta. Conversar com a pessoa é bom, mas as vezes a pessoa não se toca, então dá aquela vontade de xingar (eu não falo palavrão, rs) e partir para a "baixaria" mas eu me contenho, afinal, sou muito fraca, então sairia perdendo. A menos que use minhas unhas a meu favor, rsrs. Já arranhei muitas pessoas. 

7- Todo mundo costuma reclamar de sua própria voz quando gravam algum vídeo. Você é assim também?
Sou sim! Eu já gravei um vídeo para um trabalho de Geografia, com tema de telejornal, onde eu era a "âncora" do jornal, então ficou bem sério, mas eu não gostei da forma como eu falei. 

8- Gosta de ler?
Muito!!! Demais, eu amo ler e sempre tenho um livro comigo, independente se estou indo para um velório, festa, parque... 

9- Se pudesse mudar alguma coisa em você, o que seria?
Na verdade, eu não sei. Eu adoro meu corpo e cabelo do jeito como eles são... Um amiga minha falou que sou estranha, pois sou muito de bem comigo mesma, mas isso não vem ao caso. Eu mudaria minha postura, as vezes fico encurvada, e como tenho desvio na coluna, não me faz bem. 

10- O que mais deseja fazer em 2013?
Terminar de escrever meu livro, que inclusive já era para estar pronto. 

11- O que você gostaria de fazer se hoje fosse o último dia de sua vida?

Seria difícil realizar tantas coisas em apenas um dia... Mas eu iria em várias lojas e gastaria horrores, afinal, eu não teria que pagar mesmo. Iria conhecer algum ugar perto daqui, apenas para esquecer de tudo... não teria muito tempo para viajar para fora. Eu simplesmente tentaria esquecer de tudo, afinal, no outro dia não me restaria nada mesmo. 

11 perguntas para os blogs escolhidos por mim: 

1. O que mais gosta de fazer quando tem um tempo livre? 
2. Qual o momento mais alegre que se lembra nesse momento? 
3. Qual seu tema favorito para livros/filmes? 
4. Você mudaria algo em seu passado? 
5. Como seria seu quarto dos sonhos? 
6. Qual sua citação de filme ou frase de algum autor favorita? 
7.  Qual música está escutando agora? 
8. Qual a pessoa em quem você mais se inspira? 
9. O que mais te irrita? 
10. Qual seu corte de cabelo favorito? 
11. Se sua vida se resumisse em um filme, qual seria? 

*****
Olá gente!!! 
Eu não repassarei para nenhum blog, mas quem quiser, fique a vontade para responder à todas as perguntas que fiz. 
Ontem não pude postar nada, e para hoje só preparei isso, pois de manhã fui no hospital (estou com alergia, dos pés à cabeça, literalmente), e quando voltei estava "cansada". Resultado: Passei a tarde toda dormindo. 
Falta de vergonha na cara, né?  
Uma boa semana a todos vocês, 
beijos,

Juliana Rodrigues. 

26/01/2013

Capítulo 6 - Parte 2

Caso não tenha lido os capítulos anteriores, clique aqui. 
No capitulo anterior: 
- Uma das garotas que estão brigando é Joanne. 
- Legal! - falei mais animada. 
- A outra está apanhando feio. - ela disse, com expressão triste. - É Nicole. 

Agora: 
Capítulo 6 - Parte 2 
Meu sorriso logo se desfez de meu rosto.
- Nós temos que ir ajudá-la. - eu disse, tentando empurrar algumas bruxas que estavam à nossa frente, mas nenhuma pareceu se mover.
- Não adiantaria. - ela respondeu. - Eu soube que essa Joanne era uma encrenqueira da primeira vez que coloquei os olhas nela.
- Mas o que Nicole fez para ela??
- Eu não...
Ela parou de falar abruptamente, e todas as outras garotas também fizeram silêncio, pois Nicole e Joanne agora estavam gritando uma com a outra.
- Eu sei o que você fez. - gritou Joanne, acertando um soco na barriga de Nicole.
- Você é uma maluca encrenqueira. - Nicole disse, se afastando. - Eu não tenho culpa pelo que aconteceu.
- Você acha que não? - disse Joanne, respirando fundo. - Eu sinto seu cheiro.
Franzi o cenho quando ouvi aquilo.
O que sentir o cheiro dela tinha a ver com a situação que nos encontrávamos?
Provavelmente era algum perfume da Chanel, mas isso não vinha ao caso.
Nicole recuou, parecendo perplexa.
- Ora, sua...
Antes que ela pudesse concluir a frase, Ellen estava avançando e me puxava junto.
- Podem parar com isso! - ela disse, daquele jeito autoritário que poucas pessoas tinham. - Quem não for usar o banheiro para suas necessidades faça o favor de se retirar.
Ninguém se moveu.
Ela respirou fundo, fechou os olhos. Em seguida, inspirou e abriu os olhos gritando:
- Saiam! - sua voz soou de uma forma aterrorizante. - AGORA!!!!!!
Algumas meninas começaram a sair, ficando ai apenas aquelas que usariam o banheiro com um fim útil.
- Já pensou em ser monitora? - perguntei para Ellen assim que boa parte das garotas já estavam fora do banheiro.
- Na verdade, já! - ela respondeu, com seu jeito durão de ser.
- Vocês duas para a diretoria, agora. - Gritou uma voz ainda mais brava do que a de Ellen... era Mary Anne, a monitora irmã de Nicole.
- Mas, mana...
- Não me faça falar outra vez. - Mary disse, lançando um olhar ameaçador para ela.
Antes de saírem, puxei Joanne pelo braço e disse em seu ouvido:
- Seja lá o que você tiver feito para ela, você vai pagar. - depois disso, eu e Ellen saímos do banheiro.
******************
- Você acha que o diretor dará um castigo muito ruim à ela? - perguntei para Ellen, quando já estávamos nos jardins do colégio. 
- Eu creio que o castigo seja subir até a sala do diretor. - disse ela, pensativa. - Vamos ao ginásio de esportes? 
- Mas não iríamos com Nicole? 
- Ela não está aqui. E não estou com vontade de esperar por ela enquanto ela se diverte tomando uma bronca básica do diretor e de sua própria irmã. 
Não pude fazer nada além de concordar com ela, dando de ombros. 
- A Mary Anne é muito durona.
- Apenas aparentemente. - disse Ellen, enquanto nos aproximávamos do Bloco III. 
- O que quis dizer com isso? - perguntei, levantando uma das sobrancelhas. 
- Bem, essa é uma história que deve ficar apenas entre nós, ok? - após ver meu assentimento, ela continuou. - A família Carpenter é realmente muito rica... 
- Me desculpe, mas... Família Carpenter? 
- Sim, a família a qual Nicole e Mary Anne pertencem. 
- Ah, entendi, ok! 
- Continuando. - disse ela, revirando os olhos. - Eles são muito ricos, e houve uma época em que Mary Anne tinha a postura de uma princesa. Bonita, sociável e delicada, era quase uma porcelana, que se não fosse manuseada com cuidado, poderia quebrar-se. 
- Difícil acreditar! - disse eu, mas logo me arrependi quando vi o olhar ameaçador de Ellen sobre mim. - Desculpe-me. 
- Desde que não se repita, não há problemas, Natalie. - ela disse, e retomando o relato. - Era assim por influência de sua mãe. Mas, algum tempo atrás, ela se cansou e resolveu se rebelar. Saía escondida da mãe, e mantinha um namorado secreto. Na mesma época, Mary entrou escondida no quarto da mãe, onde ela encontrou um diário antigo. Ela foi apanhada e seu castigo foi tão severo, que Mary começou a se fechar para tudo. Ela meio que ficou traumatizada pelo que a mãe fizera... e mudou. Deixou a garota meiga para trás, e a rebelde também. A punição da mãe a transformou nessa garota que não abre um sorriso para ninguém e sempre está má-humorada.
- Mas, qual foi a punição, afina? - perguntei, curiosa. 
- Ninguém sabe ao certo. - Elle respondeu, pensativa. - Tudo que sei é isso. Mas toda vez que encaro Mary Anne fixamente em seus olhos, eu sinto que a antiga garota está adormecida ali, apenas esperando se livrar das garras da mãe para ser feliz. 
Fiquei pensativa. Os últimos dias estavam tão confusos para mim que não sei como eu assimilaria tantas informações novas. 
Pelo visto, naquela escola, nem tudo era o que parecia. 

Amor próprio!

Amor! 
Uma palavra tão pequena, cuja representação é improvável.  
O que definiria o "amor" para você? 
Um sentimento que surge por quem menos se espera? 
Isso é um tanto clichê e vago demais para definir esse sentimento grandioso que afeta os sentidos e tanto enche as redes sociais com frases melancólicas sobre alguém amado. 
A impressão que tenho quando vejo coisas do tipo é que o amor é um sentimento que causa mais dores do que prazer. 
Aproveitando as palavras de Sheldon Cooper à meu prol, posso dizer que "A busca por outro ser é algo que sempre me intrigou. Talvez por eu ser tão interessante sozinho". 
Tirando a arrogância da frase, tenho que dizer que concordo completamente com ela. 
Antes de dizer que ama alguém, ame a si mesmo. É disso que o mundo necessita, pessoas que encontram dentro de si, em seu próprio coração, toda a felicidade que têm a ilusão de que outras pessoas poderiam proporcionar-lhes. 
Por que tantas pessoas sofrem por amor? 
Mesmo ouvindo frequentemente meus amigos falando sobre essa questão, ainda não consigo encontrar uma resposta para ela, pois, embora tenha conhecimento teórico sobre o assunto amor, que adquiri com livros, revistas e escutando lamentações amorosas de meus amigos, ainda falta o conhecimento prático, que, modéstia parte, é muito vago. 
Mas, mesmo não conhecendo aprofundamente sobre o assunto, eu posso afirmar com toda a certeza de que só sofre por amor quem quer, afinal, não existe propósito algum em chorar amargamente por alguém que não merece nem uma lágrima derramada. 
Quer amar alguém? Ame a si mesmo. 

Resenha - Acordo com os amaldiçoados


Acordos Com os Amaldiçoados

Autora: Fernanda Marinho 
Gênero: Romance sobrenatural / amor
Páginas: 189
Avaliação: Muito bom
Sinopse: Aimê Torres e Ana Sofia Amoreira são amigas de infância com muitas coisas em comum, além do gosto por serem estudiosas demais e o excesso de azar. E é exatamente por essa concentração de má sorte que as duas serão obrigadas a prestarem tarefas surreais a dois dos russos mais populares do Meriel Center, no entanto, as coisas poderão se complicar ainda mais, quando elas descobrirem que o narcisista Daniel Brunov e o rebelde Benjamin Tarkovisky tem muito mais coisas do que aparentam ser a esconderem do mundo. 

Segundo livro das Saga Condenados.
Quando terminei o primeiro fiquei tão empolgada por este que não consegui pensar em nenhum outro livro.
Este tem como personagens centrais Aimê e Ana Sofia, que são melhores amigas e bolsistas na Universidade Meriel.
Daniel, um dos tigres (personagem do livro anterior) passa por uma poça de água com seu carro e destrói a maquete do trabalho de Aimê.
Após a aula, ela se vinga do nemmeacho.com.br (apelido dele), jogando um tijolo no vidro do carro dele enquanto ele não está por perto.
Todos acham que ele ficará furioso,mas ela é sua consorte, a única mulher que ele poderá amar durante sua vida toda.
Para puni-la, Daniel a obriga a fazer trabalhos para ele durante dois meses.
Mesmo o atacando tempo todo, e, aparentemente odiando ele, será que ela conseguirá resistir ao charme dele durante muito tempo?
A situação de Ana Sofia também não está boa. Quando ela joga uma maçã em seu pior inimigo, ela acaba acertando Benjamin, um rockeiro bad boy.
Ele é atropelado por uma bicicleta e aparentemente quebrou o braço.
Ben também é um dos tigres, e para azar (ou não) de Ana, ela é sua consorte.
O rapaz é sobrinho do reitor da universidade, e sendo ela uma bolsista, terá que ajudar o bad boy arrogante até ele se recuperar.
Após muita briga entre os dois casais, muitos puxões de cabelo e tapas, será que Ana Sofia acabará se entregando ao charme de Ben?
- Ana, é aquela casa ali. Estou tão emocionado que ainda seja dia, porque pelo modo lento que você conduziu um automóvel pensei que chegaríamos de noite. - Disse, contribuindo para que minha paciência fosse pelos ares e ao passar pelos portões de ferro, freei bruscamente no pátio do casarão da família dele e Benjamin quase bateu o rosto no painel. 
 "Levar um susto vez ou outra é bom para ficar esperto". 
- Oh! Desculpe-me! Sou uma péssima motorista. - Falei com cinismo e ele ficou lívido de raiva. 
Embora possa parecer tentador ser a única mulher que dois homens divinos poderão amar durante a vida toda deles, ser uma consorte de um Tnrp (tigre, em russo) não é uma tarefa fácil.
Elas estarão em constante perigo, correndo o risco até mesmo de morrerem, tudo por conta desse amor realmente eterno.
Um ponto que foi mais do que positivo para a Fernanda Marinho é que as mocinhas principais não vivem apenas em função de um homem bonito.
Ambas são consortes de personagens lindos, charmosos e com corpos esculturais, mas elas não se deixam levar por isso, e é justamente o que as diferencia das garotas fáceis que se jogam aos pés de Daniel e Benjamin.

O próximo livro da saga é "Segredos Ocultos",
mas ainda preciso postar a resenha dos dois últimos de 
As crônicas de Nárnia. 

Um bom final de semana à todos. 

24/01/2013

Começo, meio e...

Começos e fins sempre me intrigam.
O que gosto mesmo é do meio.
O começo de um livro para quem está lendo é confus, e o final pode ser um sofrimento, afinal, os personagens do livro já faziam parte de sua rotina.
Par quem escreve, o começo do livro é a parte mais complicada, onde as ideias ficam confusas e soltas. O final pode ao mesmo tempo ser um alívio, pois dá aquela sensação de missão cumprida, mas também pode ser ruim, caso o apego do autor com os personagens seja muito grande.
O bom mesmo é aproveitar o meio, pois é exatamente onde ficam as melhores lembranças.
Um grande exemplo disso, são as histórias de amor que tanto lemos em livros, ou vemos em filmes.
No começo acontece aquela admiração de ambas as partes, mas apenas em segredo.
Eles estão inseguros demais para revelarem o que sentem pela outra pessoas, mas estão inseguros também quanto seu próprio sentimento.
Mas depois de algum tempo de convivência, acabam se apegando mais e revelam ao outro aquilo que sentem e é exatamente aí que o meio se inicia.
A sensação aparenta ser tão boa. Ambas as partes estão conectadas e, nada mais natural, que eles queiram se ver o temo todo...
Mas, depois de algum tempo, chega a parte que não é contada por filmes nem livros: o final.
Onde tudo o que era colorido se torna preto e branco, onde as borboletas que rodeavam o estômago perdem suas asas e o que restam são apenas lembranças de um passado que outrora fora bom, mas que deixara um presente cheio de mágoas e decepções!
***
Olá babys! 
Já fazia um certo tempo desde que eu não postava um texto aqui, não é mesmo?? 
Esse eu escrevi há um bom tempo atrás, mas encontrei ele recentemente e resolvi postar. 
Ultimamente, tenho escrito muitos textos sobre meu passado e como me sinto em relação à isso, não é o tipo de coisa que postaria aqui. 

Uma ótima noite a todos. 

Capítulo 6 - Parte 1

Caso não tenha lido os capítulos anteriores, clique aqui. 
No capítulo anterior:
Meu coração batia mais fortemente naquele momento, mas eu não compreendia... ao menos não naquele momento. 
Capítulo 6 - Uma briga e um jogo - Parte 1 
- Onde estamos indo? - perguntei para Ellen assim que entregamos nossas bandejas para os cozinheiros. 
- Procurar Nicole no banheiro. - ela respondeu. - Ela está demorando mais do que deveria. 
- Deve ter se perdido. - disse eu, tentando argumentar. 
- Duvido muito. Nicole está aqui há mais tempo do que nós. Ela conhece todos os atalhos da escola. 
Aquela última frase ficou dançando em minha mente. Se ela conhecia todos os atalhos já deveria estar de volta. 
- Ok então! Vamos rumo ao banheiro desconhecido. - eu disse, apontando para a frente. 
Depois de alguns segundos de silêncio, resolvi perguntar: 
- Você e Nicole se conheceram hoje? - perguntei, tentando manter o assunto. 
- Na verdade, não. - ela respondeu, abrindo um sorriso no canto dos lábios. - Nos conhecemos antes de ontem. Ela já está na escola há duas semanas. 
- Hum, interessante! - respondi vagamente. 
Até parecia uma de minhas conversas no facebook, onde quando eu não tinha nada a dizer, apenas respondia "Hum". 
- O nosso mundo é fascinante, não é mesmo? - disse Ellen, afastando uma mecha de cabelo cacheado dos olhos. - Meus pais moram em um vilarejo próximo. 
- Infelizmente só pude conhecer a escola. - respondi vagamente. - Mesmo assim, esta é tão linda e surpreendente. 
- Nós podemos sair qualquer dia para passear pelo shopping. É muito bom andar por todas aquelas lojas, experimentar diversas roupas e sair sem comprar nada. Quem nunca fez isso, não é? 
- Eu faço isso o tempo todo. - disse, revirando os olhos. 
- Ótimo! - exclamou Ellen. - Chegamos. 
Nós empurramos uma porta pesada que dava acesso ao banheiro. 
Estava, como era de se esperar, lotado de pessoas. 
Várias cabines se encontravam por ali. 
Eram tantos nomes de personagens... 
Ellen havia me dito que haviam exemplares das obras dentro do banheiro, mas em forma de livretos. 
As garotas que estavam ali não me pareciam interessadas em usar o banheiro, o que era completamente normal, afinal, esse é o lugar onde as mulheres se reúnem para fazer fofoca, retocar a maquiagem e aproveitar o espelho para tirar fotos. 
As pessoas pareciam se aglomerar mais. 
- O que está havendo? - perguntei em tom razoavelmente alto para que alguém pudesse me escutar e, quem sabe, me dar uma resposta. 
- Duas garotas estão brigando. - disse uma, parecendo animada com a situação. 
- Briga de banheiro! - exclamei, animada. - Adoro! 
- Oh, não! - exclamou Ellen, do meu lado. 
- O que foi? - perguntei, confusa. 
- Uma das garotas que estão brigando é Joanne. 
- Lega! - falei mais animada. 
- A outra está apanhando feio. - ela disse, com expressão triste. - É Nicole. 

23/01/2013

Resenha - Entre tigres e irmãs

Autora: Fernanda Marinho
Gênero:  Romance sobrenatural/ de amor
Páginas: 162
Avaliação: Ótimo
Sinopse: As irmãs Abigail e Emilia Mandriolli têm suas diferenças e irrealizações pessoais, que fazem com, que elas não tenham uma boa relação entre si, no entanto, quando se mudam de cidade e decidem estudar num centro universitário em São Arcângelo a pedidos de suas grandes amigas, ambas serão vitimas tragadas por um segredo sobrenatural de ‘’Famílias Antigas’’
 que envolverão bem mais, do que os dois garotos russos misteriosos sobrepostos nos caminhos delas, com uma única sentença da qual nenhuma delas poderá escapar.

Após ser deixada pelo noivo em cima do altar, Abigail recebe um convite de uma amiga para ajudá-la com seu casamento. Do Brasil, a mocinha vai até a Rússia, onde o casamento acontecerá. 
Lá ela tem enormes surpresas: para começar, a casa onde suas amigas vivem parece uma casa de modelos, com homens bonitos e musculosos transitando por ela. 
Em segundo: sua irmã está lá. As duas não se suportam. 
Mas, após uma delas sumir, elas decidem (com o apoio de suas amigas), fazerem uma trégua. 
As duas percebem que algo está errado, afinal, os russos são tão devotados às suas noivas/namoradas, e parecem esconder um segredo. 
Um terrível segredo! 
Todos retornam ao Brasil, e tal é a surpresa de Emília e Abigail quando percebem que os russos vieram para cá, cursar a mesma faculdade que elas. 
Abigail têm uma implicância fora do comum com Gabriel, e Emília com Viktor, e, embora seja previsível que eles irão ficar juntos no final, o romance desses dois casais é fofo e sexy. 

"- Por falar em arrasar... Viktor, o que é isso no seu pescoço? Está vermelho e parece um... 
- Não foi nada demais. Devo estar com alguma alergia. - Ele se apressou em responder a insinuação maliciosa de Arabelly sobre a marca avermelhada em seu pescoço. 
- Nesse caso a "senhorita alergia" fez a festa com você. - Ela disse, arrancando uma gargalhada do namorado e vi minha irmã ficar vermelha sem motivos." 

No estacionamento da universidade, as duas ouvem uma conversa dos russos, e a acham suspeita, acreditando que eles são mafiosos. 
Decidem investigar, mas tudo o que encontram são tigres famintos, brigando entre si. 
No dia seguinte, um homem é encontrado morto. 
Novamente juntas escutando conversas alheias, elas ouvem as amigas dizendo coisas suspeitas, e vão imediatamente para a Rússia. 
As irmãs Mandriolli decidem ir também, para descobrirem de uma vez por todas o que está acontecendo, até que elas se deparam com a verdade... 
Custa a acreditar e tudo parece tão confuso. 
Para o pesadelo delas, ambas são consortes de dois dos russos, e ficarão presas à eles ara todo o sempre... 

O livro foi surpreendente, pois eu gostei mais do que esperava. 
Meu casal favorito foi Abigail e Gabriel, pois os dois viviam brigando, e mesmo amando um ao outro, não demonstravam isso com melosidade (e sim troca de ofensas). 
Minha personagem favorita foi a Arabelly, pois ela é "maliciosa", e sempre fazia comentários que me faziam rir muito. Adoro personagens assim. 
Eu senti que as personagens Bianna e Lilibel (ambas amigas de Abigail e Emília), apareceram muito pouco. Mas espero que elas tenham aparições maiores nos outros livros. 

Fernanda Marinho é uma autora que ainda não publicou nenhum livro, mas ela disponibiliza os e-books para baixar no grupo do facebook da Saga Condenados. Entre tigres e Irmãs é o primeiro da Saga Condenados que terão 12 livros :o Mas não se assustem, a leitura é rápida (falou a garota que demorou tanto para terminar de ler o primeiro livro) e tão divertida que vocês lerão os quatro que estão prontos tão rapidamente, que logo estarão querendo mais. 
São quatro livros terminados até agora, que eu já deveria ter lido há muito tempo atrás, mas tempo uma péssima concentração para leitura no computador. 

22/01/2013

Capítulo 5 - Parte 4

Caso não tenha lido os capítulos anteriores, clique aqui. 
No capítulo anterior:
- Natalie Dolman! - uma voz autoritária soou atrás de mim, e senti um arrepio pois sabia quem era...
Capítulo 5 -  Quase sou queimada - Parte 4
Era Paul. 
- Com licença, senhor! - Samuel saiu, parecendo envergonhado. 
- Eu nunca disse que você não deve conversar com estranhos? - Paul falou, me levando para um canto da biblioteca, onde se encontrava uma escada. 
- Na verdade, não! - eu disse, refletindo por um momento. 
Ele realmente nunca me havia dito isto.
- E vai me dizer que a senhorita nunca deduziu isso? 
- Ah, eu imaginava... mas qual é o problema, afinal? 
- Eu já disse. O filho de Callum. Pode ser que não tenha sido ele a matar Brittany, mas se foi...
- Estarei ferrada! 
- Ah, então agora você entende? 
- É que... ele parece tão simpático. - eu respondi, envergonhada. - E eu sou uma pessoa sociável. 
- Eu sei disso... mas tente ser menos.
- Quando eu era tímida ao extremo você me pedia para conversar mais com as pessoas... agora que me tornei um livro aberto você espera que eu me feche? Adultos, jamais os compreenderei. 
- Você sabe que o que digo é apenas para o seu bem. 
- As vezes você age como se fosse meu pai. - retruquei, revirando os olhos. - Mas você não é. 
Ele nada respondeu, apenas me encarava como se estivesse a ponto de me revelar algo. 
***
Saímos da biblioteca.
Em um lugar enorme como aquele, eu duvido muito que esse tal do "Filho do Callum" me encontraria facilmente, mas já que Paul dissera, quem sou eu para quetioná-lo? 
- Acho melhor você ir para o refeitório. - anunciou Paul, assim que chegamos perto do Bloco II. 
- E por qual motivo, exatamente? - perguntei, franzindo o cenho. 
- Já está na hora do almoço. - ele respondeu. - Os cozinheiros não servem o almoço no horário que lhe convir, você sabe disso. 
- Almoço? Já, mas... - eu parei, consultando o relógio. 
Passava das 9h00 quando fui para a biblioteca, e agora já era 12h15. 
- O tempo passou tão rápido! - exclamei, decepcionada.
- O temo sempre passa rápido. - ele retrucou. - É melhor aproveitá-lo. 
Dizendo isso, ele indicou o caminho para o refeitório, me deixando sozinha.
Segui a trilha rezando pra que eu não esbarrasse em nenhuma árvore ou algo do tipo pelo caminho. 
Cheguei até o refeitório. 
Tive a impressão de que todos, os alunos estavam ali. 
Alguns homens e mulheres ainda serviam a comida e ao me verem chegar eles prepararam uma bandeja. 
Eu ia pegá-la, mas não foi necessário. Eles a lançaram até mim com um feitiço. 
Quase atingiu um moço que estava se levantando, mas ela chegara até mim intacta. 
Eu estava pensando em sentar no lugar do moço que levantara, mas conseguira avistar Ellen e Nicole. 
Não sei se eu devia me juntar a elas, mas as duas eram o mais próximo que eu havia conseguido como amigas, ou colegas. 
Caminhei para o lugar onde estavam. 
- Olá! - exclamei exultante. - Posso sentar aqui? - disse, indicando um lugar vazio ao lado de Ellen. 
- Mas é claro que sim! - Ellen respondeu, entusiasmada. - Nós estávamos falando agora mesmo sobre você, não é mesmo?
- É sim! - respondeu Nicole, prontamente. 
- Bem, eu espero! - respondi, levantando a tampa da bandeja. 
O almoço me parecia tão apetitoso. 
- Mas é claro. - respondeu Nicole, com um enorme sorriso no rosto. - Aliás, nós já recebemos três novas colegas de quarto. 
- Legais? 
- Não tanto quanto gostaríamos. - respondeu Ellen. - Uma delas é aquela ali de cabelo azul-claro. 
Procurei onde Ellen sutilmente indicava com um leve gesto de cabeça. 
A garota tinha lindos cabelos azuis, que era lisos da raiz até a metade, chegando ao fim belos cachos. 
Me surpreendi quando a peguei fitando-me. 
Ela tinha um brilho diferente no olhar, muito parecido com o de alguém que eu conhecia. 
Só não me lembrava exatamente quem. 
- E as outras? - perguntei, voltando a encarar Ellen. 
- Elas não estão por aqui. - disse Ellen, olhando em volta. - Parecem simpáticas, mas não são de muita conversa.
- Depois iremos conhecer o ginásio de esportes. - Anunciou Nicole. - Gostaria de vir conosco? 
- Esportes? - perguntei, entortando os lábios. - Eu pensei que ter que subir e descer tantas escadas já fosse um esporte. 
- Você não precisa necessariamente descer pelas escadas.
- Eu sei! - respondi, começando a comer. - Tem um elevador. 
Nicole balançou a cabeça em negativa. 
- Eu estava me referindo ao tobogã. Todo andar tem um que te traz até o andar da enfermaria. 
- Um tobogã! - exclamei, interessada. - Essa escola parece mais um parque de diversões. 
- Você diz isso pois as aulas ainda não começaram. - disse Nicole, olhando para sua bandeja vazia. - Preciso ir ao Hamlet! - ela exclamou, andando apressada. 
- Hamlet
- Todos os toaletes daqui tem nomes de personagens literários que fizeram história. - esclareceu Ellen. 
- Isso explica o Romeu e Julieta escrito na porta do meu banheiro. - disse, pensativa. 
- Legal! - Ellen exclamou, animada. 
- Mas, por que Hamlet? 
- É um tipo de gíria que usamos, quase um eufemismo, na verdade. Quando estamos em aula, por exemplo, dizemos "Podemos ir ao Hamlet?". 
- Mas não é nojento ter nomes tão famosos relacionados com... banheiro?
- Eu discordo. É como uma singela homenagem... mas de uma forma diferente. 
- Bem peculiar... - respondi, entretida com a comida. 
- Essa escola é como um livro... deve ser lido lentamente para conhecer a cada detalhe. 
Dizendo isso, ela se levantou. 
Eu já havia acabado de comer, e iniciaríamos nosso tour pelo Bloco III. 
Antes de deixar a mesa, olhei novamente para a garota de cabelos azuis. 
Ela parecia tão semelhante à alguém que eu conhecia... talvez Anna, mas não tinha certeza. 
- Vamos! - Ellen disse, me puxando. 
Assenti e levantei. 
Meu coração batia mais fortemente naquele momento, mas eu não compreendia... ao menos não naquele momento. 
*****
Olá queridos leitores, 
esse é o final do Capítulo 5. 
Eu iria dividir em outras partes, 
mas achei melhor postar de uma vez, rs. 

Beijos. 

21/01/2013

Resenha - A viagem do Peregrino da Alvorada



Autor: C. S. Lewis 
Título original: The voyage of the Dawn Theader
Ano: 1952
Editora: Editorial Presença
Gênero: Fantasia 
Avaliação: Muito bom
Sinopse: Lúcia e Edmundo, com seu odioso primo Eustáquio a tiracolo, embarcam numa incrível viagem de aventuras e descobertas, a bordo do imponente navio Peregrino da Alvorada. Rumo às Ilhas Solitárias, em busca dos sete amigos desaparecidos do pai do rei Cáspian, eles encontram um dragão, uma serpente do mar, um bando de criaturas invisíveis, um mágico e o próprio Aslam, o Grande Leão, que os presenteia com uma promessa muito especial.

Lúcia e Edmundo são mandados pelos pais para passarem as férias com os tios, que têm um filho muito chato (foi antipatia à primeira lida com o personagem), chamado Eustáquio. 
Enquanto os dois irmãos conversavam sobre Nárnia no quarto que ficou incumbido à Lúcia, eles observavam um quadro com um navio. 
O primo aparece e começa a fazer sátiras dos dois, mas quando menos se deram conta, eles estavam dentro do quadro, mais precisamente, no navio. 
A bordo, estava Rei Caspian e alguns de seus servos. 
Em alguns dias, eles encontram uma misteriosa ilha. 
Se afastando um pouco dos outros, Eustáquio sai para dar um passeio, e após encontrar um tesouro, se transforma em um dragão. 
Ele passa péssimos momentos assim, mas aprende a ser menos arrogante e mais companheiro dos outros. 
Eles encontram um rio que transforma tudo que tocar aquela água em ouro puro, descobrem pessoas que foram transformadas em fantasmas, e cabe à Lúcia transformá-los novamente em pessoas visíveis. 
Encontram um poderoso feiticeiro, e com o próprio Aslam. 
Em uma de suas aventuras, se deparam com três homens que possuem sono eterno, mas, fazendo parte da missão deles acordá-los, eles devem ir até o "Fim do Mundo", pois essa terra onde estão não é redonda, e lá deixar um dos súditos do rei. 
Chega o momento em que Lúcia, Edmundo  e Eustáquio devem partir, deixando o rei triste. 
Quando eles voltam, é como se nem tivessem saído do quarto de Lúcia, entretanto, Lúcia e Edmundo não poderão mais voltar para Nárnia. 
Agora, é só aguardar as próximas aventuras de Eustáquio. 

De todos os livros até agora de As crônicas de Nárnia, esse foi o mais empolgante para mim, onde a magia estava mais presente, assim como semelhanças com a bíblia. 
Eu já havia lido em algum site que Aslam havia sido inspirado em Jesus, o que tenho quase a certeza de que é verdade. 
Por exemplo: Enquanto Eustáquio ainda estava em forma de Dragão, Aslam chamou-o, e o fez entrar na água, dizendo para ele despir a pele de dragão, pois assim ele estaria livre. 
Familiar? Haha, mas eu adorei demais esse livro. 

Beijos,

Juliana Rodrigues. 

Resenha - Príncipe Caspian



Autor: C. S. Lewis 
Título original: Prince Caspian
Ano: 1951
Editora: Editorial Presença
Gênero: Fantasia 
Avaliação: Bom
Sinopse: Tempos difíceis abateram-se sobre a terra encantada de Nárnia. Os dias de paz e liberdade, em que os animais, anões, árvores e flores viviam em absoluta paz e harmonia, estavam terminados. A guerra civil dividia o reino, e a destruição final estava próxima. O príncipe Cáspian, herdeiro legítimo do trono, decide trazer de volta o glorioso passado de Nárnia. Soprando sua trompa mágica, ele convoca Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia para ajudá-lo em sua difícil tarefa.

Os quatro irmãos - Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro se encontravam em uma estação de trem deserta, esperando o trem que os levaria para o colégio. 
Em um momento inesperado, eles são levados (de uma forma que ainda não se sabe) para uma ilha, onde outrora fora bela. 
Fazia um ano desde que não voltavam para Nárnia, mas nesta terra já haviam se passado milhares de anos desde que os quatro reinaram por lá. 
Um jovem príncipe, chamado Caspian, fugi do tio (atual rei de Nárnia, que matara o pai de Caspian), e se tornara rei dos animais falantes que haviam sobrado naquela terra. 
Ele consegue trazer a ajuda dos quatro irmãos Pevensie e reis que governaram durante a Era de Ouro, pois apenas com a ajuda destes, ele poderia derrotar o tio e assumiria o trono que era seu por direito. 
Nesse livro, os Irmãos Pevensie encontram com um animal falante, que conta para os quatro a história do Príncipe. 
Após alguns dias, eles conhecem o príncipe, travam uma batalha contra o atual rei. 
Pedro vence a batalha, Caspian é eleito por Aslam o novo rei de Nárnia. 
No meio da floresta, Aslan ergue uma porta mágica, na qual qualquer pessoa que passe voltará para seu verdadeiro mundo. 
Os irmãos passam, mas desta vez algo mudará: Susana e Pedro não poderão voltar nunca mais para Nárnia, pois estarão velhos demais para se aventurarem por esse mundo fantástico. 

19/01/2013

Capítulo 5 - Parte 3

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No capítulo anterior:

- Não, moça, espere! – ele gritou, como se quisesse me dizer algo. – Antes da entrada da biblioteca nós temos...
Antes que ele pudesse concluir sua fala, duas gárgulas de tamanho médio, postas uma ao lado esquerdo e outra ao direito, abaixaram-se e começaram a soltar fogo.
A chama aproximou-se de mim rapidamente, e eu já sentia um calor passar por mim. 

Capítulo 5 -  Quase sou queimada - Parte 2 
Mas ao invés de morrer, duas mãos firmes me puxaram pela cintura.
- Deve tomar mais cuidado! - ele disse, seus olhos brilhavam intensamente para mim.
- Hum... - eu pestanejei, sentindo minha garganta seca. - Obrigada.
- Não há de que. - ele me respondeu.
Eu pude analisá-lo melhor enquanto ele se afastava. Ele parecia misterioso...
Eu sou fã de mistério.
Não gosto das coisas mais óbvias, e ele me parecia justamente o tipo de pessoa a qual a palavra "óbvio" não combinava.
- Acho que daqui para a frente não precisará mais de mim. - disse o monitor sorridente atrás de mim.
- Ah, ok! - eu disse, ainda encarando o garoto misterioso. - Só me responda uma pergunta.
Ele exibiu um belo sorriso e disse:
- Tudo o que precisar!
- Por que as gárgulas de fogo? - eu disse, entortando os lábios enquanto pronunciava aquelas palavras.
- É um teste. - ele respondeu. - A nossa escola está cheia de desafios e surpresas. Algumas bobas, como as  gárgulas, e outras mais complexas, mas cada uma delas será fundamental para a sua estadia aqui.
Após dizer isso, ele saiu.
Eu ficara um pouco mais confusa.
Ele não respondera exatamente à minha pergunta.
Eu ainda não entendia como gárgulas que quase me mataram poderiam ajudar em algum tipo de desafio, mas espero logo poder descobrir.
A biblioteca era realmente impressionante. Eu juro que estava tentando me acostumar com o fato de aquela escola ser enorme e surpreendente, mas simplesmente não conseguia.
Pelo menos não agora.
Várias pessoas andavam por ali.
Eu me perguntava como que a escola poderia ser tão grande, se contava apenas com 1000 pessoas (1200 agora com os quartos individuais).
Claro que nós moraríamos ali, mas tudo parecia tão maravilhoso e fantástico para a inha mente.
- Parece perdida! - sussurrou em meu ouvido uma voz que eu conhecia.
Era o garoto misterioso novamente.
- Olá! Meu nome é Samuel Tyler, e você...?
- Natalie! - respondi, na dúvida se era bom ou não dizer meu nome para um estranho... mas estando eu em uma escola, não via problema algum, afinal, ali eu estava sob proteção.
- Um belo nome! - ele respondeu, com um sorriso no canto dos lábios. - Seu primeiro ano aqui, presumo.
- Correto. - respondi, displicente.
- Você adorará esse lugar... Aproveite bem o mês, enquanto você pode.
- O que quis dizer com isso?
- É que você terá um mês para se adaptar à escola. Depois das férias começa o trabalho pesado.
- Trabalho pesado? Não gosto disso.
- Você terá três anos para desenvolver seus poderes e aprender a controlá-los.
- Ainda não disseram o que sou...
- Como assim? - ele perguntou, entortando o lábio.
- Bem, eu sei que não sou humana comum... obviamente. Mas ainda não me disseram o que sou. Vampira, bruxa, fada, ou o que?
- Vampiros nós realmente não somos. - respondeu ele, com um sorriso nos lábios. - Eu diria que não sou uma fada, certamente. Somos uma espécie que evoluiu dos bruxos.
- Um evolução de bruxos?
- Exato. - ele respondeu pensativo, buscando as palavras certas para me dizer. - Nós sabemos fazer feitiços, mas sendo uma evolução, nós temos alguns defeitos.
- Defeitos? De quais tipos? - perguntei, cada vez mais curiosa.
- Nossos poderes demoram mais tempo para aparecerem e começarem a ser controlados.
- Isso explica muita coisa. - disse eu, pensativa.
- Você aprenderá mais sobre isso ao longo do ano letivo, em História da Evolução.
- Me parece mais interessante do que a matéria normal de História.
- E realmente é. - respondeu ele. - Outra evolução nossa é que podemos voar.
- Não brinca! - disse eu, arregalando os olhos.
- Eu não brincaria! Já sentiu uma dor na coluna quase insuportável, que você mal conseguia andar?
- Na verdade, já. - respondi, surpresa. - Como você sabia?
- Todos nós temos. É o primeiro passo para o surgimento das tão benquistas asas.
- Fascinante! - respondi, ainda mal acreditando.
Eu estava andando tão distraidamente com ele, que nem havia me dado conta de que já estávamos na metade da biblioteca.
Algumas pessoas desciam pelo teto, outras aumentavam e diminuíam de tamanho.
- Então quando eu aprender a voar não precisarei caminhar tanto.
Ele riu.
- Não precisará, mas voar têm desgaste físico superior ao de simplesmente mover as pernas.
- Oh, não! - exclamei decepcionada. - Lá se vão minhas esperanças.
Ele me lançou um olhar divertido, e continuamos andando.
- Este lugar é simplesmente...
- Incrível! - ele respondeu, completando meu pensamento.
- Natalie Dolman! - uma voz autoritária soou atrás de mim, e senti um arrepio pois sabia quem era...